Caicó, retorno em 2004

A conquista do rival fez com que o Caicó SC voltasse a se reforçar para buscando ser a segunda força do futebol do Seridó. O clube investiu na construção do seu Centro de Treinamento - futuro Raposão, que dizem nada ficar a dever ao CT do América, tido como um dos melhores do Nordeste. O principal mecenas do clube é João Maia, presidente do PL no RN e um dos acionistas do Banco Factor. Maia, há algum tempo investe no futebol da região, sendo um dos que injetam dinheiro no Clube Atlético Piranhas. O clube se estruturou mas voltou nem em 2002 nem em 2003. O regresso pode ocorrer em 2004.

H O torcedor rubro-negro terá um grande motivo para prestigiar o campeonato estadual de 2004. Depois de longos sete anos com o departamento de futebol profissional fechado, o Caicó Esporte Clube está de volta ao certame potiguar.

Fundado por duas vezes, o clube mais antigo da região do Seridó promete um grande retorno, com uma equipe competitiva, capaz de brigar pelo título.

A última competição oficial que o Caicó participou foi o campeonato estadual de 1996, quando levou o troféu do extinto Torneio Início. Por falta de estrutura e principalmente dinheiro, o clube precisou licenciar-se do futebol profissional potiguar, passando a disputar competições amadoras pela região do Seridó e torneios da cidade de Caicó.

Mais antigo clube da região e o primeiro a ter sede própria, o Caicó foi fundado em 1930 por José Linho, Pedro Sabino, Joaquim Fernandes, José Pereira e Zé Helinho, todos desportistas da época. A sede era chamada de ‘‘Sede dos Morenos’’ e ficava em frente ao hotel Regente, próximo ao centro da cidade. A história das duas fundações, começou na década de 80, quando os dirigentes decidiram assinar uma fusão com o Iate clube de Caicó.

A parceria que veio para sedimentar o rubro-negro, terminou quebrando o histórico time, que na época tinha a maior torcida da cidade e região. Os maiores bens do clube, no caso a sede e o estádio José Avelino da Silva se tornaram patrimônios do Iate clube. A perda dos imóveis ninguém sabe explicar ao certo como aconteceu, mas o que se sabe é que as portas se fecharam.

Atendendo aos pedidos de torcedores e imprensa esportiva, um grupo de dirigentes decidiu se reunir para dar vida ao rubro-negro. Foi no ano de 1986, que Janduís Fernandes e José de Alencar Filho fundaram novamente o Caicó Esporte Clube. Tentando se reerguer, o clube já possui um Centro de Treinamento, único do Seridó e agora parte em busca de um antigo sonho, tornar-se campeão potiguar.

O atual presidente é Isaías Pessoa, um comerciante de frutas e verduras, mas apaixonado de corpo e alma pelo Caicó. Com apoio do empresário João Maia, a meta é montar uma equipe competitiva, capaz de chegar nas semifinais do estadual e disputar o título de igual para igual com os grandes times do momento: ABC, América, São Gonçalo e o rival Coríntians.

A primeira grande sacada da diretoria foi a contratação do gerente de futebol Joilson Santana. O experiente dirigente, que apresenta no currículo oito títulos estaduais, chega com a missão de repetir a mesma façanha que levou o Coríntians ao inédito título de 2001. Até então, nenhum clube do interior havia chegado a tal conquista.

‘‘Meu trabalho será montar um time modesto, mas forte, com uma comissão técnica experiente, capaz de chegar às finais e levar pela segunda vez o título para Caíco’’, comentou Joilson. A pré-temporada do rubro-negro está marcada para a segunda quinzena de dezembro, mas por enquanto nenhuma contratação foi anunciada.

‘‘Já estamos com a maioria dos nomes contactados e tudo indica que na próxima semana iniciaremos o processo de divulgação destes nomes e a assinatura dos respectivos contratos’’, informou Joilson. Os investimentos para a temporada não foram revelados, mas cogita-se que a folha salarial do Caicó deva girar em torno de R$ 60 mil.

ÍDOLOS
Assim como os grandes clubes, o Caicó preserva a tradição de manter viva a memória dos antigos ídolos. O maior deles foi o meia-esquerda Chagas, considerado o melhor jogador da cidade caicoense, na década 60. Até hoje se fala no nome do atleta, que chegou a ser cogitado pelo Sport-PE, mas desistiu da idéia, preferindo permanecer no Caicó, seu único clube na carreira.

O rubro-negro também teve outros grandes ídolos entre a década de 60 e 70, como o ponta-esquerda Mancinha, que hoje é vereador e médico, o lateral-esquerdo Cavalo 13, o volante Coruja, o goleiro Nino, o meia Ciroca e os irmãos Hercílio, Bolão e Robertão (zagueiros), além do artilheiro Sabino (centroavante). Também figuraram alguns técnicos inesquecíveis como Roberto Rach e Armando Tesourinha.

A tão esperada estréia do Caicó vai acontecer no dia 4 de fevereiro, contra a Pauferrense, às 20h, no estádio Marizão. A adormecida torcida promete voltar à tona com todo o vapor e relembrar os anos de glória do rubro-negro. O clássico mais esperado da cidade entre rubro-negros e alvinegros será no dia 8 de fevereiro, quando as duas maiores torcidas da região se encontrarão, depois de sete anos sem o clássico maior